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União Europeia exige resultados credíveis em negociações

A União Europeia exige resultados credíveis nas negociações comerciais com a China. Confira agora os detalhes sobre o reequilíbrio comercial e estratégico.

A União Europeia exige resultados credíveis nas conversações comerciais com a China, conforme reforçado pela Comissão Europeia nesta quinta-feira. Após uma videoconferência entre o comissário do Comércio, Maroš Šefčovič, e o ministro chinês Wang Wentao, Bruxelas sublinhou a necessidade urgente de compromissos práticos para reverter o crescente défice comercial entre as partes.

Atualmente, o desequilíbrio nas trocas comerciais entre o bloco europeu e o gigante asiático atinge a marca de mil milhões de euros diários. Enquanto a China busca ampliar sua presença no mercado europeu, composto por 450 milhões de consumidores, a União Europeia pressiona por uma abertura recíproca e pela redução das restrições às exportações chinesas.

União Europeia exige resultados credíveis em Pequim

Além disso, O Conselho de Comércio e Investimento UE-China, estabelecido em junho, tornou-se o principal palco para este diálogo. A Comissão Europeia fixou o mês de outubro como prazo limite para que as negociações deixem o campo da retórica e avancem para medidas efetivas. A expectativa é que a segunda sessão do conselho, em Pequim, traga avanços significativos.

Durante o encontro virtual, os negociadores abordaram pontos críticos da relação bilateral, incluindo:

O acesso recíproco aos mercados de ambos os blocos; O controle chinês sobre a exportação de terras raras; A necessidade de garantias contra interrupções no fornecimento de minerais estratégicos. Portanto, As terras raras são fundamentais para a indústria europeia, abrangendo desde o setor automotivo até a defesa e tecnologias verdes. A China detém um quase monopólio na produção desses materiais, o que confere ao país uma vantagem estratégica considerável. A União Europeia busca assegurar que Pequim não utilize o bloqueio de exportações como ferramenta de pressão política, como ocorreu anteriormente.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou recentemente que, embora o diálogo seja positivo, o bloco prioriza ações concretas. Em seu discurso sobre o Estado da União, ela destacou que a Europa está preparada para acionar instrumentos de defesa comercial caso as conversações não apresentem o progresso esperado. Você pode acompanhar mais desdobramentos sobre este tema na nossa categoria de notícias internacionais.

O comissário Maroš Šefčovič viajará para Pequim nos dias 8 e 9 de outubro para rodadas técnicas decisivas. Caso não haja um resultado tangível, o bloco europeu sinalizou que poderá recorrer a medidas unilaterais. Entre as opções, destacam-se a aplicação de direitos antidumping e tarifas contra subsídios considerados indevidos pelo executivo comunitário.

Além disso, a União Europeia trabalha no desenvolvimento de um instrumento de diversificação para reduzir a dependência de minerais críticos chineses. A tensão entre as potências permanece elevada, especialmente após propostas legislativas europeias que visam proteger a indústria local. Pequim, por sua vez, tem reagido com ameaças de retaliação e resistência a investigações antitruste conduzidas por Bruxelas.

Fonte: pt.euronews.com