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TJMT inicia força-tarefa contra estelionatos envolvendo nome

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso lançou a campanha 'Não Caia em Golpes' para combater fraudes que utilizam nomes de juízes e servidores para enganar a população.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) oficializou, nesta sexta-feira (28), o início da campanha intitulada “Não Caia em Golpes” . A iniciativa tem como objetivo principal combater as táticas de engenharia social empregadas por criminosos que se passam por advogados, servidores públicos ou magistrados do Poder Judiciário para ludibriar cidadãos.

O cenário que motivou a ação é preocupante. Segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em julho deste ano, Mato Grosso contabilizou 35.926 registros de estelionato e fraudes eletrônicas ao longo de 2025. Em âmbito nacional, o número de ocorrências de estelionato atingiu a marca de 2.261.055.

O levantamento aponta ainda que os golpes se tornaram a principal fonte de insegurança entre os brasileiros. Atualmente, 83,2% da população admite sentir medo de ser alvo de fraudes praticadas por meio de celulares ou da internet.

Para fortalecer o alcance da campanha, o TJMT firmou parcerias estratégicas com diversas instituições, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), a Defensoria Pública do Estado (DPE-MT), o Ministério Público (MPMT), além das Polícias Civil e Militar de Mato Grosso.

A idealização do projeto partiu da juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, que atua no Gabinete 4 da Primeira Turma Recursal e preside a Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam). A magistrada decidiu agir após ser alvo de uma tentativa do chamado “golpe do falso juiz”.

“Recebemos inúmeras mensagens solicitando providências e esclarecimentos sobre esse tipo de investida criminosa”, relatou a juíza. Ela reforça que a campanha possui um viés educativo fundamental: esclarecer que magistrados não realizam ligações telefônicas nem solicitam pagamentos ou depósitos financeiros para o andamento de processos.

A magistrada destacou que a OAB já monitora a atuação de falsos advogados desde 2021. Diante disso, a união das instituições busca centralizar o protagonismo na disseminação de informações preventivas. “Sabemos como é frustrante ser vítima de um golpe. Por isso, investimos tempo e esforço para dar esses primeiros passos na prevenção”, afirmou Eulice Cherulli.

Como parte das ações de lançamento, foi disponibilizada uma Cartilha Digital . O material detalha o modus operandi dos golpistas e oferece orientações práticas sobre como identificar abordagens suspeitas que utilizam o nome do Judiciário.

A estratégia de comunicação da campanha incluirá uma série de publicações em redes sociais e a produção de conteúdos jornalísticos. Além disso, representantes do Sistema de Justiça estarão à disposição para reforçar o funcionamento real do trabalho dos operadores do Direito.

O intuito central é conscientizar a sociedade de que certas práticas são totalmente incompatíveis com a rotina do Judiciário. Um exemplo claro, reforçado pela campanha, é que juízes não utilizam o WhatsApp para manter contato direto ou informal com as partes envolvidas em processos judiciais.

Fonte: rdnews.com.br