TJ-MT abre PAD e mantém afastamento de três magistrados
TJ-MT abre PAD: O Tribunal de Justiça de Mato Grosso instaurou processos administrativos contra três juízes. Confira agora os detalhes sobre os afastamentos.
O TJ-MT abre PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra três magistrados do estado, conforme decisão do Órgão Especial tomada nesta quinta-feira (22). Além da abertura dos procedimentos, o tribunal determinou a manutenção do afastamento cautelar dos juízes envolvidos em suas respectivas funções judiciárias.
Os magistrados alvos das medidas disciplinares são Victor Lima Pinto Coelho, que atuava na Comarca de Vera; Paulo Martini, de Sinop; e Anderson Candiotto, lotado em Sorriso. A decisão reforça as medidas cautelares anteriormente impostas pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Lindote.
Entenda o caso: TJ-MT abre PAD contra magistrados
Os procedimentos foram instaurados para apurar supostos desvios de conduta funcional. Enquanto os processos administrativos estiverem em tramitação, os magistrados permanecerão afastados de suas atividades. Confira outras últimas notícias sobre o Poder Judiciário.
Cada magistrado responde a situações específicas que motivaram as investigações da Corregedoria-Geral da Justiça:
Victor Lima Pinto Coelho: Afastado desde agosto, é investigado por suspeitas de irregularidades em decisões sobre a propriedade de imóveis. Paulo Martini: Também afastado em agosto, possui um histórico de processos disciplinares, incluindo uma punição anterior anulada pelo STJ em 2019. Anderson Candiotto: Afastado desde maio de 2025, é alvo de apuração sobre bloqueio de bens de uma cooperativa e incompatibilidade patrimonial. No caso de Paulo Martini, vale ressaltar que ele já enfrentou um processo em 2016 por suposta solicitação de vantagens indevidas, como dinheiro e um trator. Embora a punição tenha sido anulada por falhas processuais e o advogado acusador tenha se retratado em 2022, novos procedimentos administrativos seguem em curso.
Já em relação a Anderson Candiotto, a Corregedoria identificou indícios de descompasso entre os rendimentos oficiais do juiz e seu patrimônio real. A investigação preliminar também questiona a legalidade de decisões proferidas na 4ª Vara sob sua responsabilidade.
Com a formalização dos PADs, os processos serão distribuídos a relatores integrantes do Órgão Especial. Estes magistrados serão responsáveis por conduzir a instrução, que incluirá a coleta de provas e a oitiva de testemunhas durante as próximas etapas.
Por fim, o tribunal assegurou que todos os investigados terão direito ao contraditório e à ampla defesa. Dessa forma, os magistrados poderão apresentar suas versões e provas em todas as fases dos processos disciplinares instaurados pela corte estadual.
Fonte: midianews.com.br