Pulseira que deteta droga da violação: nova prevenção em
Conheça a pulseira que deteta droga da violação em bebidas, uma inovação científica que reforça a segurança em eventos. Confira agora os detalhes.
Uma pulseira que deteta droga da violação em bebidas surge como uma nova ferramenta de prevenção em Portugal. O dispositivo, que altera a sua coloração ao identificar substâncias ilícitas, tem sido promovido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) em contextos de diversão noturna. Embora a implementação ainda não ocorra em grande escala, autoridades e cientistas buscam expandir o uso desta tecnologia para aumentar a proteção dos cidadãos.
Tecnologia da pulseira que deteta droga da violação
O projeto nasceu de uma colaboração entre o Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) da PSP e investigadores do laboratório LAQV-REQUIMTE, da Universidade NOVA de Lisboa. A iniciativa, iniciada em 2022, visa combater a submissão química, um problema crescente em diversos países europeus. O desenvolvimento científico focou-se em criar um método simples e imediato para identificar compostos perigosos.
A tecnologia baseia-se em sensores de celulose que reagem a substâncias específicas. O funcionamento é prático para o utilizador:
A pulseira possui dois sensores distintos para identificar diferentes tipos de drogas. Um sensor é dedicado ao GHB, enquanto o outro deteta cetamina, MDMA, metanfetamina e escopolamina. Basta colocar algumas gotas da bebida na área dos sensores para verificar a presença de adulteração. Além disso, o investigador Carlos Lodeiro Espiño esclarece que o dispositivo pode ser reutilizado até cinco vezes, desde que não detete substâncias proibidas. Contudo, o especialista alerta para a ocorrência de "falsos positivos". Bebidas que contêm lactose ou o contacto com produtos de higiene, como sabões, podem ativar o sensor indevidamente, exigindo cautela no manuseio.
A Câmara Municipal de Loures foi pioneira na adoção desta medida em território nacional. Durante um concerto no Parque Papa Francisco, a autarquia distribuiu milhares de pulseiras para sensibilizar o público. O presidente da Câmara, Ricardo Leão, destaca que o objetivo principal é a prevenção e o desencorajamento de comportamentos criminosos, mesmo que não existam registos prévios de incidentes no local.
A PSP reforça que, apesar da utilidade do dispositivo, as medidas de segurança tradicionais continuam essenciais. A subcomissária Ana Ricardo aconselha que os cidadãos mantenham a vigilância sobre as suas bebidas e evitem deixá-las desacompanhadas. A corporação atua na prevenção, enquanto a investigação de crimes de submissão química permanece sob responsabilidade da Polícia Judiciária.
O interesse pela tecnologia ultrapassa as fronteiras portuguesas. Países como Itália, Bulgária e até o Brasil, onde casos de submissão química são conhecidos como "boa noite Cinderela", têm demonstrado curiosidade sobre a eficácia do dispositivo. Portanto, a expectativa é que a distribuição se torne mais abrangente, chegando a bares, discotecas e organizadores de grandes eventos.
Para mais informações sobre o panorama da segurança pública, consulte as últimas notícias . A continuidade deste projeto dependerá de balanços futuros e da adesão de outras entidades, com o intuito de tornar os ambientes de lazer locais mais seguros para todos os participantes.
Fonte: pt.euronews.com