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Porto de Ceuta entra em colapso com retorno de migrantes

porto de Ceuta: A operação de realocação de migrantes em Ceuta falhou, causando superlotação e tensão. Confira agora os detalhes desta crise migratória na.

O porto de Ceuta enfrenta um cenário de colapso logístico após uma operação de desocupação das praias de Trampolín e Benítez fracassar nesta sexta-feira. O governo local mobilizou um grande efetivo da Guardia Civil e da Polícia Nacional para transferir os migrantes para um novo centro de acolhimento temporário, que possui capacidade limitada para 1.700 pessoas.

Contudo, a demanda superou drasticamente a oferta de vagas, já que mais de 4.000 indivíduos ocupavam os acampamentos improvisados. Como resultado direto da falta de espaço nas instalações portuárias, cerca de 2.000 migrantes foram obrigados a retornar para as faixas de areia. Além disso, fontes governamentais estimam que outros 3.000 migrantes permanecem circulando pelas ruas da cidade.

Crise no porto de Ceuta gera tensão e caos

A operação de transferência foi marcada por momentos de instabilidade. Houve episódios de correria entre os migrantes, exigindo a intervenção da Unidade de Intervenção Policial, que chegou a efetuar disparos para o alto para dispersar a multidão. Apesar do clima tenso, as autoridades locais informaram que não houve registros de incidentes graves durante o processo.

A incapacidade de acomodar todos os migrantes impediu a limpeza das praias, que seguem ocupadas por estruturas precárias. O cenário no local inclui:

Tendas de campanha e barracas improvisadas; Uma área adaptada para funcionar como mesquita; Um mercado informal de alimentos, tabaco e vestuário; Cozinhas improvisadas entre os acampamentos. Kissy Chandiramani, segunda vice-presidente de Ceuta, classificou a operação como "caótica". Ela criticou a falta de aviso prévio por parte do governo central, o que agravou a tensão em um dia de fluxo escolar intenso próximo à praia. Chandiramani alertou que, sem medidas urgentes, a cidade corre o risco de se tornar um centro permanente de estada de imigrantes.

A vice-presidente defendeu ainda a necessidade de buscar apoio da União Europeia, parceiro que, segundo ela, ainda não foi devidamente acionado pela Espanha. Ela ressaltou que, com o ritmo atual de cem processos de devolução por dia, a crise pode se prolongar por meses. Com mais recursos, o trâmite poderia ser concluído em apenas duas semanas.

O tema também repercutiu no parlamento espanhol. Enrique Santiago, porta-voz da Izquierda Unida, enfatizou a necessidade de reforçar as fronteiras sem negligenciar os direitos humanos. Ele condicionou o apoio do seu partido a futuras reformas na lei de estrangeiros ao respeito estrito aos direitos fundamentais.

Por fim, a população local também se mobilizou diante da crise migratória. Neste sábado, um grupo de cidadãos realizou um protesto em frente à sede da Delegação do Governo em Ceuta. Sob o lema "Pelos direitos das crianças de Ceuta", os manifestantes pediram soluções rápidas para a situação. Para mais informações sobre o cenário internacional, consulte a nossa categoria de notícias.

Fonte: pt.euronews.com