Mulher é assassinada a facadas pelo companheiro na presença
Eliane Luzanira da Silva foi morta pelo marido dentro de casa. O crime foi presenciado pelo filho do casal, que buscou ajuda após o ocorrido. Suspeito segue for
Eliane Luzanira da Silva foi morta pelo marido dentro de casa. O crime foi presenciado pelo filho do casal, que buscou ajuda após o ocorrido. Suspeito segue foragido.
Um crime de feminicídio chocou a região após Eliane Luzanira da Silva ser brutalmente assassinada a facadas pelo próprio marido. O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, ganhou contornos ainda mais dramáticos pelo fato de ter ocorrido na presença do filho do casal.
A Polícia Militar foi mobilizada para atender a ocorrência após receber uma denúncia anônima. De acordo com o relato, a criança, em um momento de desespero, dirigiu-se à residência de um vizinho para comunicar que seu pai havia acabado de tirar a vida de sua mãe.
Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes encontraram a vítima caída no piso da cozinha. Eliane apresentava diversas marcas de perfurações causadas por arma branca e estava coberta de sangue. Sobre a pia do cômodo, a guarnição localizou uma faca que ainda continha vestígios de sangue, possivelmente utilizada no ataque.
A Polícia Civil assumiu a responsabilidade pelas investigações e busca esclarecer a dinâmica do crime. Segundo informações colhidas no local, a vítima não possuía, até o momento do óbito, nenhuma medida protetiva vigente contra o agressor. Além de cuidar do filho, Eliane também era responsável pelos cuidados de seu pai, um idoso com mais de 70 anos.
Desde que o feminicídio foi confirmado, equipes policiais realizam diligências ininterruptas na tentativa de localizar o suspeito, identificado como Elessandro, que permanece em paradeiro incerto.
A delegada e secretária do Gabinete da Mulher, Mariell Antonini, enfatizou a importância de buscar auxílio estatal logo nos primeiros indícios de comportamento abusivo. Segundo ela, a denúncia precoce permite que o poder público intervenha e implemente mecanismos de salvaguarda antes que a violência escale para um desfecho fatal.
“A mulher não está sozinha. É fundamental buscar o apoio do Estado aos primeiros sinais de agressão. Existem instrumentos eficazes para proteger a vítima e romper o ciclo de violência. O isolamento não é a solução; é preciso procurar a Polícia Civil e solicitar medidas protetivas para que a rede de proteção possa agir” , declarou a delegada.
Atualmente, Mato Grosso conta com uma estrutura robusta de atendimento, composta por 11 unidades especializadas, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e dois centros que operam em regime de 24 horas, localizados em Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, 29 delegacias possuem núcleos dedicados a esse tipo de atendimento.
A rede de segurança também inclui a Patrulha Maria da Penha, que atua em 87 municípios e possui capacidade de cobertura para atender a totalidade das 142 cidades mato-grossenses. Dependendo da análise de risco, as vítimas podem ter acesso a tecnologias como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor via tornozeleira.
O Estado também disponibiliza um auxílio-moradia no valor de R$ 600 mensais para mulheres em situação de vulnerabilidade decorrente da violência doméstica. Mariell Antonini ressalta que a dependência financeira é um dos principais fatores que mantêm as vítimas presas a relacionamentos abusivos. O benefício serve como um suporte para que a mulher tenha autonomia para se afastar, encontrar um ambiente seguro e iniciar a reconstrução de sua trajetória de vida.
Fonte: midianews.com.br