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Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal pelo

O Ministério da Justiça demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da PF por abandono de cargo. Confira os detalhes desta decisão e do processo.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão, motivada por abandono de cargo, foi publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União.

A medida decorre de um processo administrativo disciplinar que constatou faltas injustificadas por um período superior a 30 dias consecutivos. Conforme a portaria, a penalidade está fundamentada na Lei nº 15.047, de 2024, que estabelece regras rígidas para o serviço público.

Entenda a demissão de Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro fazia parte do quadro de servidores da Polícia Federal. Ele estava afastado de suas funções originais para cumprir mandato eletivo na Câmara dos Deputados. Contudo, a situação mudou após o encerramento de sua trajetória parlamentar.

O ex-deputado deixou o Brasil em março de 2025 para residir nos Estados Unidos. Ele foi eleito pela primeira vez em 2014, mas teve seu último mandato cassado em dezembro de 2025 devido à ausência recorrente em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal declarou o fim do afastamento do servidor, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025. O órgão determinou, portanto, o seu retorno imediato às atividades de escrivão, o que não ocorreu.

Além da demissão administrativa, o ex-parlamentar enfrenta desdobramentos jurídicos significativos. Confira mais detalhes nas últimas notícias sobre o caso:

Condenação a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo STF. Inelegibilidade decretada por oito anos pela Primeira Turma da Corte. Acusações de coação no curso do processo judicial. Envolvimento em articulações para sanções internacionais contra o Brasil. Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a condenação por unanimidade. Os ministros seguiram o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A acusação apontou que o ex-deputado estimulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. O objetivo, segundo o STF, seria interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de Estado após o pleito de 2022.

Entre as medidas citadas no processo, destacam-se a revogação de vistos de autoridades e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. Dessa forma, o tribunal concluiu que houve tentativa de pressionar instituições brasileiras.

Portanto, a demissão da Polícia Federal soma-se a um cenário de restrições judiciais impostas ao ex-deputado. A decisão administrativa encerra seu vínculo formal com a corporação policial.

Fonte: jornaldematogrosso.com.br