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Militar espanhol é ferido em novo episódio de violência com

Um militar sofreu ferimentos leves após um ataque com pedras em Ceuta, marcando o segundo incidente do tipo contra as forças de segurança em poucos dias.

Um militar espanhol sofreu ferimentos leves neste sábado durante um novo ataque envolvendo o arremesso de pedras em Ceuta. O soldado estava em serviço de vigilância na cidade autônoma, que enfrenta uma crise migratória persistente há várias semanas.

Este episódio representa a segunda agressão contra as tropas destacadas na região em um curto intervalo de tempo. Na última quinta-feira, um ataque semelhante resultou em quatro militares feridos.

Relatos do sindicato policial JUPOL, repercutidos pela imprensa local, indicam que alguns migrantes teriam conseguido acesso a ácido nítrico. A substância estaria sendo utilizada para a confecção de dispositivos artesanais improvisados em garrafas plásticas.

A escalada de hostilidades tem sido constante. Na sexta-feira, uma garrafa foi lançada contra manifestantes que retornavam ao centro urbano. Na noite anterior, um grupo de militares já havia sido alvo de uma investida similar.

O clima de tensão em Ceuta intensificou-se significativamente após a chegada massiva de milhares de migrantes entre os dias 30 e 31 de julho, o que sobrecarregou a infraestrutura local.

Na quinta-feira, o cenário de instabilidade culminou em atos de vandalismo, quando moradores locais incendiaram e destruíram acampamentos de migrantes situados na Praia Benítez, em protesto contra a condução da crise pelo governo.

Uma nova manifestação ocorreu na sexta-feira, mas, desta vez, não foram registrados incidentes graves durante o ato.

Para este sábado, estava programado um novo protesto, que acabou sendo cancelado pelos organizadores. A decisão foi tomada após a chegada à cidade de grupos identificados como de ultradireita.

Os responsáveis pela organização do ato reforçaram que não pretendem se envolver em qualquer iniciativa que promova o ódio, o racismo ou a violência, justificando assim o cancelamento da mobilização.

Fonte: pt.euronews.com