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Limites planetários vitais à vida estão ultrapassados

Sete limites planetários foram ultrapassados, elevando riscos ambientais. Confira agora as soluções científicas para mudar esse rumo.

A pressão sobre os sistemas vitais que garantem a vida na Terra atingiu níveis críticos. Cientistas alertam que sete limites planetários já foram ultrapassados e continuam a se agravar, conforme aponta a avaliação Planetary Health Check . O estudo, conduzido por mais de 60 especialistas do Instituto Potsdam para a Investigação do Impacto Climático (PIK), foi divulgado após um ano marcado por recordes de calor, incêndios e inundações.

Entendendo os limites planetários

O diagnóstico é claro e preocupante. Todos os sete limites violados atingiram os níveis mais altos de transgressão já registrados. Segundo Boris Sakschewski, autor principal do relatório, o risco de alterações persistentes e irreversíveis está crescendo, enquanto a nossa margem de manobra para corrigir esses problemas diminui rapidamente.

A ciência dos limites planetários, estabelecida em 2023, monitora nove parâmetros essenciais para manter a resiliência do mundo natural. Quando esses limites são respeitados, a humanidade permanece em um espaço de operação seguro. Contudo, a atividade humana tem forçado esses sistemas além de suas capacidades de recuperação.

Os sete limites que atualmente excedem os níveis de segurança incluem:

Alterações climáticas e acidificação dos oceanos; Integridade da biosfera e mudanças nos sistemas terrestres; Alterações no ciclo da água doce e fluxos biogeoquímicos; Introdução de novas entidades, como microplásticos. A acidificação dos oceanos, por exemplo, tornou-se um problema crítico recentemente. O pH da superfície oceânica caiu cerca de 0,1 unidades, o que representa um aumento de até 40% na acidez desde o início da era industrial. Por outro lado, a camada de ozônio e a carga de aerossóis atmosféricos ainda permanecem dentro dos parâmetros considerados seguros.

O relatório destaca que os sumidouros naturais de carbono, como florestas e oceanos, estão sob forte estresse. Eventos climáticos extremos estão degradando esses sistemas, fazendo com que algumas áreas passem de absorvedoras a emissoras de dióxido de carbono. Portanto, a capacidade do planeta de amortecer pressões humanas está sendo reduzida perigosamente.

Apesar do cenário adverso, Johan Rockström, diretor do PIK, enfatiza que ainda possuímos o conhecimento e as soluções necessárias para reverter essa trajetória. Acelerar a transição para um espaço de operação seguro é fundamental para garantir a prosperidade futura e a proteção das vidas humanas.

Uma pesquisa recente, realizada pela Universidade de Exeter e pelo The Earthshot Prize , identificou 51 soluções capazes de gerar mudanças transformadoras nos próximos cinco anos. Essas estratégias focam em áreas prioritárias, como a transição para energias limpas e a conservação dos ecossistemas marinhos e terrestres.

Para mais análises sobre o meio ambiente, acompanhe as últimas notícias em nosso portal. A recuperação do planeta depende de pontos de viragem positivos, onde o progresso se torna autossustentável e os custos de preservação diminuem com a escala global.

Fonte: pt.euronews.com