Portal Luccas Torres

Kennedy Center fecha para obras após juiz barrar nome de

O Kennedy Center iniciará reformas após um juiz federal impedir a mudança de nome em homenagem a Trump. Confira os detalhes desta disputa judicial.

O Kennedy Center , localizado em Washington, DC, anunciou o fechamento de grande parte de suas instalações para a realização de obras de reparação. A decisão foi tomada pelo conselho de administração nesta terça-feira, poucas horas depois de um juiz federal proibir, mais uma vez, que o emblemático centro cultural recebesse o nome do presidente Donald Trump.

O magistrado Christopher Cooper foi enfático em sua sentença. Ele declarou que os réus não possuem autoridade para instalar memoriais dedicados ao presidente Trump ou a qualquer outra figura no local sem a devida aprovação do Congresso norte-americano.

Em resposta ao veredito, o presidente afirmou que a liberação de 257 milhões de dólares destinados às reformas está condicionada à alteração do nome do edifício. Contudo, a justiça federal já considerou essa exigência inviável por duas vezes, reforçando a necessidade de aval legislativo.

Disputa judicial sobre o Kennedy Center

A controvérsia jurídica não é recente. Em maio, o juiz Cooper classificou a colocação do nome de Trump na fachada como ilegal e ordenou sua remoção imediata. Embora os dirigentes da instituição tenham cumprido a ordem em junho, a lona e os andaimes utilizados para a exibição do nome permaneceram no local.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já recorreu da decisão mais recente. Enquanto o impasse persiste, a instituição enfrenta desafios operacionais significativos. Confira as principais tensões envolvendo o caso:

A exigência de Trump de vincular o financiamento das obras à mudança de nome do edifício. O embate direto entre o presidente e a deputada Joyce Beatty, que lidera a oposição ao memorial. A necessidade urgente de reformas estruturais, evidenciada pela queda parcial do teto no corredor principal. Brian Ballard, membro do conselho, ressaltou que o edifício carece de manutenção urgente para garantir sua longevidade. Ele argumentou que o presidente, com sua experiência no setor imobiliário, compreende a gravidade da situação estrutural do prédio, construído originalmente em 1965.

Por outro lado, a insistência de Trump em marcar o espaço com seu nome tem gerado atritos constantes. Esse comportamento, característico de sua trajetória como promotor imobiliário, tem afastado apoiadores históricos da instituição e criado obstáculos legais sucessivos. Para mais atualizações, acompanhe nossa categoria de notícias.

Este episódio reflete a tentativa de Trump de remodelar a capital dos Estados Unidos conforme suas preferências estéticas. O plano inclui desde a substituição da Ala Leste da Casa Branca por um salão de baile até a construção de um arco triunfal próximo ao Cemitério Nacional de Arlington.

Por fim, a administração do centro cultural alertou que, sem o reconhecimento do presidente, a captação de fundos para as reformas será prejudicada. Advogados chegaram a sugerir, em documentos judiciais, que a falta de recursos poderia, em um cenário extremo, levar à demolição do edifício.

Fonte: pt.euronews.com