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Justiça belga mantém prisão preventiva de estagiária acusada

Tribunal na Bélgica negou recurso de cidadã canadense de origem chinesa, suspeita de espionar para um terceiro país enquanto atuava no quartel-general da OTAN.

A Procuradoria Federal da Bélgica informou, nesta segunda-feira, que a cidadã canadense de origem chinesa, detida sob a acusação de espionagem em favor de uma nação estrangeira, permanecerá sob custódia. A Câmara das Acusações belga decidiu, após uma audiência realizada a portas fechadas, indeferir o recurso apresentado pela defesa da suspeita, estendendo sua prisão preventiva por mais um mês.

O caso veio a público em julho, quando as autoridades belgas confirmaram a detenção de uma mulher acusada de realizar atividades de espionagem e de integrar uma organização criminosa. Desde então, a justiça determinou que ela deveria aguardar o julgamento em regime de reclusão.

A operação que culminou na prisão envolveu buscas detalhadas no apartamento da investigada, localizado em Mons, e em seu escritório situado no Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), a estrutura militar da OTAN. Até o momento, o governo belga não divulgou qual seria o país beneficiário das informações, nem a natureza exata dos dados que teriam sido comprometidos.

Apesar da gravidade da denúncia, o impacto real do incidente sobre a segurança europeia e as operações da Aliança Atlântica permanece sob análise. O porta-voz da Procuradoria Federal ressaltou que o inquérito segue em andamento e que, até o presente momento, não há um cronograma definido para o início do julgamento.

A suspeita, identificada por agências internacionais como Claire Z., tem aproximadamente 30 anos. Ela teria desenvolvido as supostas atividades ilícitas durante o período em que cumpria um estágio de seis meses nas instalações do SHAPE. O local é estratégico, sendo o ponto onde as diretrizes políticas estabelecidas em Bruxelas são convertidas em manobras militares pela liderança da OTAN.

Em comunicados anteriores, representantes do SHAPE asseguraram que não existem evidências de que as ações da estagiária tenham causado qualquer interrupção ou dano às operações militares da organização. Vale destacar que o processo de seleção para estágios na Aliança exige que os candidatos passem por um rigoroso processo de credenciamento de segurança junto aos seus países de origem.

Questionado sobre o nível de cooperação entre os governos, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre a investigação belga. Contudo, quando o caso se tornou público, o ministro canadense da Segurança Pública, Gary Anandasangaree, declarou que o governo está focado em esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

O ministro enfatizou que o Canadá está empenhado em revisar seus protocolos internos para evitar que episódios semelhantes ocorram no futuro. Segundo Anandasangaree, o país continuará avaliando rigorosamente seus processos e mecanismos de controle de segurança para garantir a integridade de seus cidadãos e de suas parcerias internacionais.

Fonte: pt.euronews.com