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Investigação do MP sobre o Corinthians caminha para

A investigação do MP sobre o Corinthians entra na reta final com indícios de intervenção judicial. Confira agora os detalhes sobre a crise no clube.

A investigação do MP sobre a administração do Corinthians entrou em sua fase decisiva. Promotores do Ministério Público de São Paulo acumulam indícios que, no cenário atual, apontam para uma possível solicitação de intervenção judicial no clube.

Os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, responsáveis pela Promotoria de Patrimônio Público e Social, ainda avaliam os próximos passos. Embora a decisão final sobre a ação civil pública não tenha sido oficializada, fontes ligadas ao caso indicam que o volume de provas sugere a necessidade de uma medida drástica.

Reta final da investigação do MP no Corinthians

Além disso, O inquérito, aberto em meados de maio, já conta com mais de 3 mil páginas e diversos depoimentos. A equipe de investigação foi reforçada recentemente com a entrada do promotor Silvio Antônio Marques, especialista em casos de improbidade administrativa, para auxiliar na complexidade do processo.

O foco principal dos investigadores não reside apenas no passado do clube, mas na capacidade da atual estrutura em sanar problemas. Os promotores analisam se a agremiação consegue corrigir irregularidades e cumprir sua função social. Confira os pilares da apuração:

Eixo Financeiro: Focado na dívida que atinge a marca de R$ 2,8 bilhões. Eixo Político-Estrutural: Analisa a organização e o funcionamento dos poderes internos. Atos e Contratos: Investiga possíveis prejuízos causados por irregularidades contratuais. Portanto, O Ministério Público não estipulou um prazo rígido para o encerramento das atividades. Contudo, existe a expectativa de que uma conclusão ocorra antes das eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo, agendadas para o dia 28 de novembro.

O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, já manifestou preocupação com a possibilidade de o pleito ser suspenso. Ele sugeriu que a atual diretoria buscasse um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para evitar a intervenção, mas não houve contato com os promotores até o momento.

Caso o Ministério Público decida avançar com a ação, caberá ao Poder Judiciário a palavra final sobre a medida. O tribunal será responsável por autorizar ou não a intervenção, além de definir a extensão e os limites da atuação de um eventual interventor no clube. Para acompanhar mais detalhes sobre o cenário político do clube, acesse a nossa categoria de esportes ou veja as últimas notícias .

Fonte: ge.globo.com