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Fim da escala 6x1 é celebrado por lideranças da esquerda em

A aprovação do fim da escala 6x1 repercute entre lideranças políticas em Cuiabá. Confira os detalhes da nova jornada de trabalho e o período de transição.

O fim da escala 6x1 foi celebrado com entusiasmo por lideranças políticas da esquerda em Cuiabá nesta quinta-feira (15). A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo Senado Federal, ocorrida na última quarta-feira (14), gerou reações positivas entre os apoiadores da reeleição do presidente Lula da Silva (PT).

Edma Assis da Cruz Macedo, presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, utilizou as redes sociais para manifestar o apoio da sigla à nova medida. Em um vídeo, ela destacou que a capital mato-grossense permanece mobilizada em prol da candidatura presidencial e da defesa dos direitos trabalhistas.

Impactos da aprovação do fim da escala 6x1

A decisão do Senado representa uma mudança significativa nas relações laborais brasileiras. A medida altera o teto constitucional da jornada de trabalho, reduzindo-a de 44 para 40 horas semanais. Além disso, a nova legislação estabelece o direito a dois dias de descanso, com preferência para que um deles ocorra aos domingos.

Para entender melhor as mudanças aprovadas pelos parlamentares, confira os pontos principais da nova proposta:

Redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Implementação de dois dias de folga, com preferência aos domingos. Período de transição de 14 meses para adaptação do setor empresarial. Garantia constitucional de que não haverá redução salarial. A votação no Senado demonstrou um amplo consenso entre os parlamentares. O texto-base foi aprovado em dois turnos com o apoio de 75 senadores. Entre os representantes de Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL) votaram favoravelmente à proposta.

Apenas um parlamentar, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), posicionou-se contra o texto. Outros três senadores não participaram da votação: Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcio Bittar (PL-AC). Vale ressaltar que o senador Flávio Bolsonaro, inicialmente contrário, mudou seu voto devido à pressão popular.

O cronograma de transição foi desenhado para minimizar impactos econômicos. Nos primeiros 60 dias após a promulgação, haverá uma redução de duas horas na jornada. As duas horas restantes serão suprimidas após um ano. Dessa forma, o setor produtivo terá tempo para se ajustar às novas exigências legais.

Existem exceções importantes nas novas regras. Trabalhadores que recebem até dois tetos e meio de benefícios do INSS, somando cerca de R$ 22 mil, não serão submetidos a essas mudanças. A regra também não se aplica ao funcionalismo público, empresas estatais e categorias regidas por convenções coletivas específicas.

Enquanto a pauta avança no Congresso, o PT mantém uma agenda intensa de mobilização em Cuiabá e Várzea Grande. O partido organiza atos em diversos pontos das cidades para fortalecer a campanha eleitoral. Para acompanhar outras atualizações sobre o cenário político, acesse a categoria de notícias gerais do nosso portal.

Fonte: rdnews.com.br