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Filho de policial militar é alvo de operação contra quadrilh

A Polícia Civil deflagrou a Operação Armadilha para prender um jovem de 22 anos suspeito de cometer diversos roubos à mão armada na capital mato-grossense.

A Polícia Civil deflagrou a Operação Armadilha para prender um jovem de 22 anos suspeito de cometer diversos roubos à mão armada na capital mato-grossense.

Na manhã desta quarta-feira (19), a Polícia Civil de Mato Grosso iniciou a Operação Armadilha , focada no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um suspeito de integrar uma quadrilha especializada em roubos à mão armada em Cuiabá. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da capital.

O alvo da operação, um homem de 22 anos, é apontado como autor de pelo menos seis assaltos majorados ocorridos recentemente na cidade. Devido ao fato de o investigado ser filho de um policial militar, a Corregedoria da Polícia Militar acompanha de perto o desenrolar das diligências e o cumprimento das ordens judiciais.

As investigações conduzidas pela Derf revelaram um modus operandi específico utilizado pelo grupo criminoso. Os suspeitos simulavam interesse na compra de produtos anunciados em plataformas online, marcando encontros com as vítimas sob o pretexto de concretizar a negociação comercial.

No momento em que as vítimas chegavam ao local combinado, os criminosos anunciavam o assalto. Utilizando armas de fogo e proferindo graves ameaças, o grupo subtraía os bens dos cidadãos. Relatos de uma das vítimas indicam que os assaltantes chegavam a utilizar coletes balísticos com a identificação da Polícia Militar para intimidar os alvos.

O mandado de busca e apreensão foi executado em uma residência situada no bairro Altos da Serra, em Cuiabá, local onde o suspeito reside com seu pai. As autoridades buscam reunir mais provas que reforcem a participação do jovem nos crimes investigados.

De acordo com o levantamento da Polícia Civil, a série de roubos com a mesma dinâmica ocorreu nos últimos dois meses. Três desses crimes foram registrados entre os dias 15 e 18 de junho, enquanto outros três casos ocorreram nos meses de julho e agosto.

O nome da operação, Armadilha , faz alusão direta à estratégia empregada pelos criminosos para atrair as vítimas até locais onde seriam rendidas. A Derf de Cuiabá informou que as diligências continuam em curso, com o objetivo de identificar outros possíveis comparsas e verificar se há mais vítimas que ainda não registraram ocorrência contra o grupo.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Capital, fundamentadas no trabalho investigativo da especializada. A polícia reforça a importância de que eventuais novas vítimas procurem a delegacia para prestar depoimento e auxiliar no aprofundamento das investigações.

Fonte: midianews.com.br