CRM abre sindicância e investiga morte em cirurgia em Cuiabá
O CRM abre sindicância para apurar a morte de uma jovem de 24 anos durante cirurgia plástica em Cuiabá. Confira os detalhes do caso e a nota da defesa.
O CRM abre sindicância para investigar as circunstâncias da morte de Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos. A jovem faleceu nesta sexta-feira (16) enquanto passava por uma cirurgia plástica no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá.
Segundo informações apuradas, a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o procedimento. O médico responsável pela cirurgia foi identificado como Euller Gustavo Preza. O caso segue sob sigilo absoluto dentro do conselho de classe.
Detalhes da investigação sobre o CRM abre sindicância
Em nota oficial, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) esclareceu que a abertura da sindicância ocorre ex officio . O objetivo é apurar rigorosamente a dinâmica e os fatos que levaram ao óbito da paciente.
O órgão reforçou que este é um trâmite legal e necessário. A medida não representa uma condenação prévia do profissional, garantindo-se, portanto, o direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.
A defesa do médico Euller Gustavo Preza também se manifestou sobre o ocorrido. De acordo com a assessoria jurídica, os pontos principais do caso são:
O procedimento ocorreu em ambiente hospitalar adequado com profissionais habilitados. A equipe médica realizou manobras de reanimação por cerca de duas horas após a intercorrência. O médico possui mais de 25 anos de experiência na área. O profissional registrou um Boletim de Ocorrência após sofrer agressões e ameaças de familiares. A assessoria do médico enfatizou que a intercorrência foi súbita e está descrita na literatura médica. Além disso, a defesa destacou que o profissional está legalmente habilitado para a prática cirúrgica, conforme a legislação vigente.
Por outro lado, a equipe jurídica repudiou tentativas de desqualificar a habilitação do médico. Eles reforçaram que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não é um requisito obrigatório para a realização de atos médicos dessa natureza.
Em respeito à família e ao sigilo médico, a defesa informou que não divulgará dados específicos do prontuário. O médico declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações necessárias.
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Fonte: rdnews.com.br