Portal Luccas Torres

Casas de apostas são criticadas por presidente do Cuiabá

Cristiano Dresch critica o patrocínio de casas de apostas no futebol e aponta danos sociais. Confira agora os detalhes dessa polêmica no esporte.

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch , manifestou duras críticas ao modelo de patrocínio das casas de apostas no futebol brasileiro. Em entrevista recente, o dirigente alertou para as consequências sociais do vício em jogos de azar e questionou a forma como os clubes têm gerido os recursos recebidos dessas empresas.

Segundo Dresch, a entrada de capital proveniente das plataformas de apostas não foi revertida em melhorias estruturais ou no abatimento de dívidas. O gestor argumenta que o montante foi direcionado quase exclusivamente para o aumento da folha salarial dos atletas, sem gerar um legado duradouro para as agremiações.

Impactos das casas de apostas no futebol

Além disso, Dresch destacou que a gestão financeira de grandes clubes do país, como São Paulo, Corinthians e Santos, atravessa um momento crítico. O dirigente classificou como infeliz a postura dessas instituições ao alegarem que a crise seria o fim do futebol, ressaltando que o Cuiabá, inclusive, possui valores a receber dessas equipes.

A situação do Corinthians é um exemplo citado pelo presidente, envolvendo o pagamento pela contratação do volante Raniele. O acordo, mediado pela Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD), prevê o pagamento de R$ 17,7 milhões em 24 parcelas, que atualmente apresentam atrasos.

Portanto, Além da gestão financeira, o Cuiabá adotou uma postura rígida quanto aos seus parceiros comerciais. Desde o início de 2025, o clube segue sem um patrocinador máster na parte frontal da camisa, priorizando valores éticos em detrimento de receitas imediatas. Confira outras últimas notícias sobre o cenário esportivo.

A decisão de recusar propostas de empresas do setor de apostas baseia-se em observações diretas do dirigente sobre o comportamento dos torcedores e trabalhadores. Entre os motivos apontados, destacam-se:

O impacto direto do vício em jogos na renda familiar dos trabalhadores de baixa renda. A observação de funcionários que utilizavam o expediente para apostar em jogos, como o conhecido "jogo do Tigrinho". A influência de parceiros tradicionais, como o Sicredi, que condicionou a manutenção do patrocínio à ausência de marcas de apostas no uniforme. Dresch relatou ter presenciado diaristas, contratados para obras no clube, comprometendo seus ganhos diários com apostas via celular. Para o presidente, esse cenário causa um dano social gigantesco, o que justifica a recusa do clube em estampar tais marcas, mesmo diante de diversas ofertas recebidas pelo departamento comercial.

Portanto, a postura do Cuiabá reflete uma escolha estratégica que prioriza a responsabilidade social e a sustentabilidade financeira a longo prazo. Enquanto o mercado segue aquecido pelas bets, o clube mato-grossense mantém sua política de não aceitar novos contratos desse segmento, mantendo o foco em parcerias que não conflitem com seus valores institucionais.

Fonte: midianews.com.br