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Combustível mais barato da TotalEnergies gera polêmica na

A estratégia de combustível mais barato da TotalEnergies causa polêmica entre rivais na França. Entenda o impacto no mercado e a reação do governo. Confira.

combustível mais barato: A estratégia da TotalEnergies de limitar preços de combustíveis na França enfrenta críticas de concorrentes e acusações de concorrência desleal.

A estratégia de oferecer combustível mais barato nos postos da TotalEnergies tem gerado um intenso debate no mercado francês. Motoristas formam longas filas para abastecer com desconto, enquanto empresas rivais acusam a gigante do setor de energia de distorcer a concorrência com o respaldo indireto do governo.

A TotalEnergies, que atua desde a extração do petróleo até a venda final, possui uma vasta rede de postos. Tradicionalmente, o mercado francês é dominado por supermercados que praticam preços de custo. Contudo, a alta do petróleo, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, alterou esse cenário.

Impacto do combustível mais barato no mercado

Para conter a escalada de preços, a empresa estabeleceu um teto de 1,99 euros por litro de E10 e 2,25 euros para o diesel. Essa medida, aplicada de forma intermitente nos últimos cinco meses, custou à companhia entre 250 e 300 milhões de euros. Apesar do gasto, a empresa dobrou seu lucro no primeiro semestre, atingindo 11,2 bilhões de euros.

A decisão surgiu em um momento de pressão política por um imposto sobre lucros extraordinários. O presidente executivo, Patrick Pouyanné, foi direto ao ponto sobre a manutenção da política de preços:

A empresa abandonará o teto de preços caso um imposto especial seja aprovado. O governo francês monitora a situação de perto, temendo novos protestos sociais. Postos independentes denunciam que a estratégia inviabiliza a competição no varejo. Jacques Goisque, presidente da associação FF3C, que representa postos independentes, afirmou que o governo se beneficia da ação privada. Contudo, a situação é delicada. O governo de Emmanuel Macron busca evitar que a crise atual se transforme em um movimento similar ao dos “coletes amarelos” de 2018.

A porta-voz do governo, Maud Bregeon, admitiu que cerca de um em cada dez postos na França enfrenta desabastecimento, afetando principalmente a rede da TotalEnergies. O Executivo busca flexibilidade regulamentar para refinarias, visando manter os preços sob controle e garantir o suprimento nacional.

Por outro lado, a revolta cresce entre os distribuidores. Michel-Edouard Leclerc, líder da rede E.Leclerc, criticou duramente a disparidade. Segundo ele, é impossível competir com refinarias que possuem margens elevadas, enquanto o varejo opera sem qualquer margem de lucro.

Na Córsega, o cenário é crítico, com o fechamento de diversos postos. Proprietários locais denunciam a falta de regulação estatal, que permite a um grupo integrado ditar preços agressivos. Para conferir mais detalhes sobre o cenário econômico, acesse a nossa categoria de notícias.

Embora o teto de preços represente um custo financeiro, a medida melhora a imagem pública da TotalEnergies. A empresa, frequentemente criticada pelos baixos impostos pagos na França, utiliza a estratégia para conquistar capital de simpatia junto aos consumidores franceses.

Fonte: pt.euronews.com