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Investigação anti-dumping: China pressiona UE antes de

A China iniciou uma investigação anti-dumping contra produtos da UE antes de negociações cruciais. Confira agora os desdobramentos desta disputa.

A China iniciou uma investigação anti-dumping focada em um produto químico importado da União Europeia. A medida ocorre a poucos dias da chegada do comissário de Comércio da UE a Pequim, em um momento de clara escalada nas tensões comerciais entre os dois blocos.

O Ministério do Comércio chinês anunciou neste sábado que examinará se o p-nitrotolueno, vendido a preços reduzidos pela UE, está prejudicando o mercado local. Segundo o governo, produtores nacionais solicitaram a apuração, alegando danos diretos às suas operações e à produção industrial.

Impactos da investigação anti-dumping

Além disso, O p-nitrotolueno é um insumo essencial para diversos setores, incluindo a fabricação de medicamentos, pesticidas e corantes. A investigação tem um prazo inicial de 12 meses para ser concluída, podendo ser estendida por mais seis meses, conforme as normas internacionais.

Esta decisão de Pequim surge como uma resposta a movimentos recentes de Bruxelas. Em setembro, a União Europeia abriu um processo para investigar importações de cloreto de polivinilo originárias de diversos países, incluindo a China. Para mais detalhes sobre o cenário global, acompanhe as últimas notícias .

Portanto, Pequim nega que a competitividade de suas empresas dependa de subsídios estatais. O governo chinês tem adotado uma postura firme, ameaçando retaliações caso a UE insista em medidas que limitem o acesso de seus produtos ao mercado europeu. As autoridades chinesas defendem que o bloco europeu deve resolver seus problemas econômicos através do diálogo.

O conceito de dumping ocorre quando empresas exportam mercadorias a preços inferiores aos custos de produção ou aos valores praticados internamente. As regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) permitem que países importadores apliquem taxas adicionais caso comprovem prejuízos aos produtores locais.

A investigação chinesa durará inicialmente 12 meses. A UE abriu 30 investigações de defesa comercial no último ano. O défice comercial do bloco europeu com a China atinge cerca de mil milhões de euros por dia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou em agosto que o ritmo de investigações comerciais da UE triplicou. Esse aumento ocorre em um contexto onde as importações chinesas cresceram 45% nos últimos cinco anos, gerando preocupação em Bruxelas.

O comissário de Comércio da UE, Maroš Šefčovič, viajará a Pequim nos dias 8 e 9 de outubro. Ele irá copresidir o Conselho de Comércio e Investimento UE-China e se reunirá com o ministro Wang Wentao. O objetivo é buscar resultados concretos estabelecidos desde junho.

Bruxelas busca garantias sobre a limitação de exportações chinesas e a manutenção da trégua nas vendas de terras raras. Contudo, Pequim já alertou que responderá de forma rigorosa a qualquer nova restrição imposta aos seus produtos ou empresas.

Em entrevista recente, Šefčovič classificou as conversações como altamente políticas e exigiu resultados práticos. Caso as negociações falhem, o comissário admitiu que haverá pressão por medidas mais severas. Os líderes europeus discutirão o tema em Bruxelas nos dias 15 e 16 de outubro.

Fonte: pt.euronews.com