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Angeliquinha: foragida é presa na Bolívia após cirurgias

Angeliquinha, liderança do Comando Vermelho, foi presa na Bolívia após realizar cirurgias para mudar o rosto. Confira os detalhes da operação aqui.

A criminosa Angélica Saraiva de Sá, amplamente conhecida como Angeliquinha , foi detida nesta terça-feira (22) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Segundo investigações, ela realizava procedimentos estéticos faciais com o objetivo de alterar suas características físicas e ludibriar as forças policiais.

O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), detalhou o caso durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23). O investigador explicou que a região boliviana é um polo de procedimentos estéticos de baixo custo, o que atraiu a foragida.

Angeliquinha e a tentativa de mudar o rosto

De acordo com as autoridades, a suspeita submeteu-se a mais de cinco intervenções cirúrgicas no rosto. Além disso, no momento da abordagem policial, ela apresentou documentação falsa para tentar ocultar sua verdadeira identidade, embora o reconhecimento visual já tivesse sido confirmado pelos agentes.

A prática de realizar cirurgias para desfigurar o rosto tornou-se uma estratégia recorrente entre integrantes de organizações criminosas. O delegado destacou que essa conduta visa evitar a captura de foragidos que possuem mandados de prisão em aberto. Confira outras últimas notícias sobre o caso:

A suspeita é apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso. Ela estava foragida desde agosto do ano passado, após escapar da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. A operação de captura contou com o apoio de forças de segurança bolivianas e unidades especializadas da Polícia Civil. Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, era considerada de alta periculosidade. Ela fugiu da unidade prisional em Cuiabá na madrugada de 17 de agosto de 2025, na companhia de Jéssica Leal da Silva, a "Arlequina". Desde então, a polícia mantinha esforços contínuos para localizá-la.

O delegado Victor Hugo ressaltou que, embora a prisão tenha ocorrido, a criminosa ainda não foi formalmente deportada ou expulsa da Bolívia. Contudo, as autoridades brasileiras já iniciaram os trâmites legais junto ao governo boliviano para garantir o retorno da detenta ao sistema penitenciário nacional.

Essa tática de alteração física não é inédita no cenário do crime organizado. O delegado citou exemplos históricos, como o caso de Juan Carlos Ramírez Abadia, ligado ao PCC, que também buscou modificar sua fisionomia para escapar da justiça antes de ser capturado.

Fonte: rdnews.com.br