Cabos submarinos: NATO trava operação secreta da Rússia
Aliados da NATO impediram uma operação russa contra cabos submarinos no Ártico. Entenda os riscos para a infraestrutura global. Confira agora.
Aliados da NATO identificaram e neutralizaram uma operação russa que visava testar uma arma secreta contra cabos submarinos estratégicos. A ação, conduzida pela unidade de elite russa GUGI, ocorreu em águas do Ártico, nas proximidades do arquipélago norueguês de Svalbard.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a operação foi monitorada por forças do Reino Unido, Noruega e Estados Unidos. O objetivo de Moscou seria simular o uso de uma tecnologia capaz de sabotar infraestruturas sem deixar rastros, preparando-se para eventuais conflitos com a Aliança Atlântica.
Ameaça aos cabos submarinos e segurança global
Além disso, Os cabos de fibra ótica, essenciais para o tráfego mundial de internet e transações financeiras, tornaram-se alvos prioritários de espionagem. Embora a Rússia não tenha causado danos físicos durante o exercício, a movimentação de três submarinos russos foi acompanhada de perto por navios aliados.
A operação conjunta das potências ocidentais conseguiu desviar as embarcações russas antes que o exercício fosse concluído. Além disso, autoridades do Reino Unido e da Noruega confrontaram Moscou diretamente, buscando dissuadir o Kremlin de utilizar tal tecnologia secreta em futuras investidas.
Portanto, Os pontos principais da operação incluíram:
Monitoramento de três submarinos russos pela inteligência ocidental. Atuação da unidade GUGI, especializada em guerra submarina. Ação diplomática e militar conjunta entre Reino Unido, Noruega e EUA. Dissuasão russa para evitar escalada de tensões no Alto Norte. O ministro da Defesa norueguês, Tore Sandvik, afirmou que a mensagem enviada a Moscou foi clara. Ele destacou que qualquer tentativa de atingir infraestruturas críticas será detectada e terá consequências severas. Confira outras últimas notícias sobre segurança internacional em nossa categoria de atualidades.
Desde a sabotagem dos gasodutos Nord Stream em 2022, a proteção de ativos submarinos tornou-se uma prioridade para a NATO. Especialistas apontam que a Europa expandiu sua dependência dessas redes enquanto reduziu sua capacidade de defesa, um cenário que agora tenta reverter diante da crescente ameaça russa.
O Kremlin, por sua vez, mantém sua postura habitual de negar qualquer envolvimento em atos de sabotagem contra países da NATO. O Ministério da Defesa russo não se manifestou sobre as denúncias específicas desta operação no Ártico.
Fonte: pt.euronews.com